domingo, 28 de março de 2010

Olá Navegadores!

A Sagres na passagem do Cabo Horn


Agora que estão de férias, aproveitem para ler (ou reler) algumas das páginas do diário de bordo do Comandante da Sagres e fazer algumas pesquisas sobre as "nossas viagens" da sala de aula:
. Arquipélago da Madeira;
. Arquipélago dos Açores;
. Arquipélago das Canárias;
. Cabo Bojador;
. Cabo Verde;
. Guiné;
. Serra Leoa

Procura a localização geográfica, informações sobre a História, a geografia e a cultura destas regiões. (Publica aqui)

A Sagres já deixou Ushuaia e passou o Cabo Horn.

O cabo Horn é o ponto mais ao sul da América do Sul. Localiza-se na ilha de Hornos e pertence ao Chile. O clima desta região é muito frio e as condições para navegar são muito difíceis, com ventos muito fortes.

No mapa está também assinalado o Estreito de Magalhães. Este estreito é a maior e mais importante passagem natural entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
Inicialmente chamou-se Estreito de Todos os Santos porque Fernão de Magalhães entrou nele a 1 de Novembro (dia de Todos os Santos) de 1520. Pertence ao Chile.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Olá Navegadores!

Pois é, agora os testes acabaram, vamos poder dedicar mais tempo à nossa viagem.


No próximo dia 20 de Março, o navio Sagres chegará à cidade mais a sul do Mundo, a cidade de Ushuaia. Cidade argentina que se localiza na Terra do Fogo.


Para vos despertar a curiosidade deixo-vos um video sobre esta cidade. E como estamos muito perto da Antárctida aqui fica um video com paisagens deslumbrantes deste continente gelado.






Meus carros colegas e (professoras)

Não tenho trabalhado no blog , porque tinha de estudar para os testes!!!!!!!!!!!! mas já acabaram(estava a ver que não)

Mas nao se procupem que eu vou voltar para a semana com muitos trabalhos!!!!!



josé pedro


PS:Gostei muito dos vossos trabalhos!!!!!!!!!!!!!boa sorte!!!!!!!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Infante D.Henrique



O Infante D. Henrique nasceu no Porto, numa quarta-feira de cinzas, dia que se considerava pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o quinto filho do rei D. João I, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre.
O infante foi baptizado alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu tio-avô, o duque Henrique de Lencastre (futuro Henrique IV de Inglaterra).
Pouco se sabe sobre a vida do infante até aos seus catorze anos. O infante e os seus irmãos (a chamada Ínclita geração) tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis.
Em 1414, convenceu seu pai a montar a campanha de conquista de Ceuta, na costa norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. A cidade foi conquistada em Agosto de 1415, assegurando ao reino de Portugal o controlo das rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Levante.
Em 1415, foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Duque de Viseu e Senhor da Covilhã.
A 18 de Fevereiro de 1416, foi encarregado do Governo de Ceuta. Cabia-lhe organizar no reino a manutenção da Praça marroquina.
Em 1418, regressou a Ceuta na companhia de D. João, seu irmão mais novo. Os Infantes comandavam uma expedição de socorro à cidade, que sofreu nesse ano o primeiro grande cerco, imposto conjuntamente pelas forças dos reis de Fez e de Granada. O cerco gorou-se e D. Henrique tentou de imediato atacar Gibraltar, mas o mau tempo impediu-o de desembarcar: manifestava-se assim uma vez mais a temeridade e fervor antimuçulmano do Infante. Ao regressar a Ceuta recebeu ordens de D. João I, para não prosseguir tal empreendimento, pelo que voltou para o reino nos primeiros meses de 1419. Montou por esta época uma armada de corso, que actuava na zona do estreito de Gibraltar a partir de Ceuta. Dispunha, de mais uma fonte de rendimentos e muitos dos seus homens habituaram-se, assim, ao mar. Alguns deles seriam desviados, mais tarde, para outras viagens em direcção a novos destinos.

Fernão Magalhães

Fernão de Magalhães terá nascido em Ponte da Barca, no norte de Portugal, na primavera de 1480. Era filho de Rui de Magalhães e Alda de Mesquita, irmão de Duarte de Sousa, Diogo de Sousa e de Isabel Magalhães,(da nobre Casa do Paço Vedro de Magalhães,Ponte da Barca). Após a morte de seus pais, aos dez anos, Magalhães tornou-se pagem da corte da Rainha D.Leonor, consorte de D. João II. Casou com Beatriz Barbosa e teve dois filhos: Rodrigo de Magalhães e Carlos de Magalhães, ambos falecidos jovens.

Em Março de 1505, com 25 anos, alistou-se na Armada da Índia, na frota de 22 navios enviada para instalar D. Francisco de Almeida como primeiro vice-rei da Índia. Embora o seu nome não figure nas crônicas, sabe-se que ali permaneceu oito anos, e que esteve em Goa, Cochim e Quíloa. Participou em várias batalhas, incluindo a batalha naval de Cananor em 1506, onde foi ferido. Em 1509 partiu com Diogo Lopes de Sequeira na primeira embaixada a Malaca, onde seguia também Francisco Serrão, seu amigo e possivelmente primo.[2] Chegados a Malaca em Setembro, foram vítimas de uma conspiração e a expedição terminou em fuga, na qual Magalhães teve um papel crucial avisando Sequeira e salvando Francisco Serrão que havia desembarcado. Para trás ficaram dezanove prisioneiros. A sua actuação valeu-lhe honras e uma promoção.

terça-feira, 9 de março de 2010

O que aprendi do diário de bordo do «Navio Escola-Sagres»

Da pesquisa do diário de bordo eu aprendi que: Fernão de Magalhães nasceu em Sabrosa. Foi um grande navegador da formação portuguesa. Fez a primeira viagem de circum-navegação,ao serviço dos espanhòis não tendo acabado a sua missão,por ter morrido numa batalha nas Fillipinas. Descobriu o estreito que permite passar do Atlântico para o Pacífico. Para comemorar os 500 anos da descoberta do estreito o município de Sabrosa oferece a Chil, cidade do estreito de Magalhães ,um busto em bronze de Fernão Magalhães.
A oito de Fevereiro fez 48 anos que se içou pela primeira vez a bandeira portuguesa neste navio que veio substituir a «A velha sagres». Em 2007 o comandante Val Matos foi homenageado com uma placa que foi colocada no clube desportivo Almirante Varrozo que é um clube de remos com cem anos. O comandante desta viagem da "Sagres" chama-se Proença Mendes que é acompanhado por 150 pessoas. Eu gosto muito de acompanhar esta viagem de «Circum-Navegação!



Nome:Emanuel Nº:12 Turma:5ºD
Professora e colegas!!!!!!!!!!!!!!
Gosto muito deste site!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Assinado:Emanuel

Fernão de Magalhães


Com a sua viagem à volta do mundo , Fernão de Magalhães provou que a terra era redonda.Este homem sem medo participou em diversas batalhas no Oriente. Devido a boatos na corte, D. Manuel dispensou os seus serviços. Fernão de Magalhães partiu para Sevilha, onde apresentou os seus serviços ao imperador Carlos V. Iniciou em 1519 a sua viagem de circum-navegação do globo. Nunca chegou a terminá-la. Morreu em combate nas Filipinas. Foi ele quem deu o nome ao maior oceano do mundo: o Pacífico. Foi uma empresa decisiva na história mundial, diz o historiador Luís Adão da Fonseca.


Inês Almeida

Olá Navegadores!


Ontem, enviei uma mensagem ao Comandante Proença Mendes, Comandante do navio Sagres. Contei-lhe do nosso blogue e enviei o endereço. O Sr. Comandante viu o blogue e respondeu-nos. Dá-vos os parabéns e deixa o seguinte conselho: "Invistam na vossa educação pois essa será a vossa maior riqueza! Nada como um navio para se ver como vale a pena estudar: os que o fizeram com maior afinco são oficiais e vivem em camarotes. Os outros vivem em cobertas! Cumprimentos!"

Fiquei muito feliz com esta resposta do Sr. Comandante. É extraordinária a disponibilidade e amabilidade que revela ao enviar uma mensagem de encorajamento a jovens estudantes. Mostra que para além de um grande comandante é também uma grande pessoa!
Eva Neto




Fernão de Magalhães

Quem foi Fernão de Magalhães?

Fernão de Magalhães foi um navegador e aventureiro português mas o seu maior feito foi ao serviço de Espanha (rei D. Carlos V) - a viagem de Circum-Navegação, viagem esta que só foi possível devido à descoberta do Estreito de Magalhães baptizado em sua homenagem.
A viagem de Circum-Navegação demorou 3 anos de 1519 a 1522. Fernão de Magalhães não chegou a concluir a viagem pois morreu em 1521 nas Ilhas Filipinas em combate.
A viagem foi concluída por Juan Sebastián Elcano.

Joana C. Nº 13 5ºE

domingo, 7 de março de 2010

O Infante D. Henrique

O Infante D. Henrique nasceu no Porto, numa quarta-feira de cinzas, dia que se considerava pouco propício ao nascimento de uma criança. Era o quinto filho do rei D. João I, fundador da Dinastia de Avis, e de Dona Filipa de Lencastre.
O infante foi baptizado alguns dias depois do seu nascimento, tendo sido o seu padrinho o
bispo de Viseu. Os seus pais deram-lhe o nome Henrique possivelmente em honra do seu tio-avô, o duque Henrique de Lencastre (futuro Henrique IV de Inglaterra).
Pouco se sabe sobre a vida do infante até aos seus catorze anos. O infante e os seus irmãos (a chamada
Ínclita geração) tiveram como aio um cavaleiro da Ordem de Avis.

Em
1414, convenceu seu pai a montar a campanha de conquista de Ceuta, na costa norte-africana junto ao estreito de Gibraltar. A cidade foi conquistada em Agosto de 1415, assegurando ao reino de Portugal o controlo das rotas marítimas de comércio entre o Atlântico e o Levante.
Em
1415, foi armado cavaleiro e recebeu os títulos de Duque de Viseu e Senhor da Covilhã.
A
18 de Fevereiro de 1416, foi encarregado do Governo de Ceuta. Cabia-lhe organizar no reino a manutenção da Praça marroquina.

Em 1418, regressou a Ceuta na companhia de D. João, seu irmão mais novo. Os Infantes comandavam uma expedição de socorro à cidade, que sofreu nesse ano o primeiro grande cerco, imposto conjuntamente pelas forças dos reis de Fez e de Granada. O cerco gorou-se e D. Henrique tentou de imediato atacar Gibraltar, mas o mau tempo impediu-o de desembarcar: manifestava-se assim uma vez mais a temeridade e fervor anti muçulmano do Infante. Ao regressar a Ceuta recebeu ordens de D. João I, para não prosseguir tal empreendimento, pelo que voltou para o reino nos primeiros meses de 1419. Montou por esta época uma armada de corso, que actuava na zona do estreito de Gibraltar a partir de Ceuta. Dispunha, de mais uma fonte de rendimentos e muitos dos seus homens habituaram-se, assim, ao mar. Alguns deles seriam desviados, mais tarde, para outras viagens em direcção a novos destinos.

Em 14191420 alguns dos seus escudeiros, João Gonçalves Zarco e Tristão Vaz Teixeira, desembarcaram então nas ilhas do arquipélago madeirense, que já era visitado por navegadores portugueses desde o século anterior. As ilhas revelaram-se de grande importância produzindo grandes quantidades de cereais, minimizando a escassez que afligia Portugal. O arquipélago foi doado a D. Henrique pelo rei D. Duarte, sucessor de D. João I, em 1433.
Em 25 de Maio de 1420, D. Henrique foi nomeado dirigente da Ordem de Cristo, que sucedeu à Ordem dos Templários, cargo que deteria até ao fim da vida. No que concerne ao seu interesse na exploração do Oceano Atlântico, o cargo na Ordem foi também importante ao longo da década de 1440. Isso se deve ao fato da Ordem controlar vastos recursos, o que ajudou a financiar a exploração, a verdadeira paixão do príncipe.
A Cruz da Ordem de Cristo, símbolo que adornou, dentre outros, as naus portuguesas durante os descobrimentos.

Em 1427, os seus navegadores descobriram as primeiras ilhas dos Açores (possivelmente Gonçalo Velho). Também estas ilhas desabitadas foram depois colonizadas pelos portugueses.
Até à época do Infante D. Henrique, o Cabo Bojador era para a Europa o ponto conhecido mais meridional na costa de África. Gil Eanes, que comandou uma das expedições, foi o primeiro a passá-lo, em 1434, eliminando os medos então vigentes quanto ao desconhecido que para lá do Cabo se encontraria.

Aquando da morte de
D. João I, o seu filho mais velho (e irmão de D. Henrique), D. Duarte subiu ao trono, e entregou a este um quinto de todos os proveitos comerciais com as zonas descobertas bem como o direito de explorar além do Cabo Bojador.
O reinado de
D. Duarte durou apenas cinco anos, após o qual, D. Henrique apoiou o seu irmão D. Pedro na regência, durante a menoridade do sobrinho D. Afonso V, recebendo em troca a confirmação do seu privilégio. Procedeu também, durante a regência, à colonização dos Açores.
Com uma nova embarcação, a
caravela, as expedições sofreram um grande impulso. O Cabo Branco foi atingido em 1441 por Nuno Tristão e Antão Gonçalves. A Baía de Arguim em 1443, com consequente construção de um forte em 1448.
Dinis Dias chega ao Rio Senegal e dobra o Cabo Verde em 1444. A Guiné é visitada. Assim, os limites a sul do grande deserto do Saara são ultrapassados. A partir daí, D. Henrique cumpre um dos seus objectivos: desviar as rotas do comércio do Saara e aceder às riquezas na África Meridional. Em 1452 a chegada de ouro era em suficiente quantidade para que se cunhassem os primeiros cruzados de ouro.
Entre
1444 e 1446, cerca de quarenta embarcações saíram de Lagos. Na década de 1450 descobriu-se o arquipélago de Cabo Verde. Data dessa época a encomenda de um mapa-múndi do velho mundo a Fra Mauro, um monge veneziano.
Em
1460 a costa estava já explorada até ao que é hoje a Serra Leoa.
Entretanto, D. Henrique estava também ocupado com assuntos internos do Reino. Julga-se ter patrocinado a criação, na
Universidade de Coimbra, de uma cátedra de astronomia.
Foi também um dos principais organizadores da conquista de
Tânger em 1437, que se revelou um grande fracasso, já que o seu irmão mais novo, D. Fernando (o Infante Santo) foi lá capturado e aprisionado durante 11 anos, até falecer. A sua reputação militar sofreu um revés e os seus últimos anos de vida foram dedicados à política e à exploração.

Pêro Vaz de Caminha

Era filho de Vasco Fernandes de Caminha, cavaleiro do duque de Bragança. Seus ancestrais seriam os antigos povoadores de Neiva à época do reinado de D. Fernando (1367-1383).

Letrado, Pero Vaz foi cavaleiro das casas de D. Afonso V (1438-1481), de D. João II (1481-1495) e de D. Manuel I (1495-1521). Pai e filho, para melhor desempenhar seus cargos, precisavam exercitar a prática e desenvolver o conhecimento da escrita, distinguindo-se a serviço dos monarcas.

sábado, 6 de março de 2010

As Grandes Viagens do Seculo XV

Até ao século XV, os europeus tinham um conhecimento limitado do mundo: apenas conheciam parte da África e da Ásia; a América e a Oceania eram totalmente desconhecidas.
Por outro lado, o Oceano Atlântico era conhecido como um "mar tenebroso" povoado de monstros marinhos que engoliam os barcos. Também os seres que povoavam as terras distantes eram imaginados como seres disformes, muito diferentes dos europeus. Todas estas lendas criavam muito medo nos navegadores...
Foi, por isso, uma grande e corajosa aventura os descobrimentos marítimos que os portugueses iniciaram no século XV.

A CONQUISTA DE CEUTA

Assinada a paz com Castela, em 1411, D. João I procurou resolver os problemas do reino que estava pobre.
As conquistas no Norte de África surgiram como uma solução:
agradavam à nobreza que procura a guerra como forma de obter honra, glória, novos cargos e títulos; agradavam ao clero pois era uma forma de combater os Mouros, inimigos da religião cristã; agradavam à burguesia pois assim poderia controlar a entrada do Mar Mediterrâneo e o comércio de escravos, ouro, especiarias e cereais.
Assim, em 1415, uma poderosa armada comandada por D. João I tomou a cidade de Ceuta.
Contudo, os Mouros desviaram as rotas comerciais para outras cidades do Norte de África. Ceuta tornou-se uma cidade cristã isolada e constantemente atacada.
Os Portugueses iniciam então as viagens por mar na esperança de chegar ao local de origem do ouro e das especiarias.



A descoberta da costa africana: até à Serra Leoa (1460)

D. João I confiou ao Infante D. Henrique, seu filho, a coordenação da expansão marítima.
Foram contratados navegadores e cartógrafos experientes e o Infante passou a viver em Lagos e Sagres. Do Algarve partiam os barcos que descobriram os arquipélagos da Madeira e dos Açores, e a costa africana a sul do Cabo Bojador, para além do qual nunca se tinha navegado.
No contacto com as populações da costa africana, os portugueses escravizaram homens, mulheres e crianças, obtendo grandes lucros com o comércio de escravos.
Quando o infante D. Henrique morre, em 1460, já os Portugueses conheciam a costa africana até Serra Leoa.

ano
terra descoberta
descobridor

1419
Madeira e Porto Santo
João Gonçalves Zarco, Tristão Vaz Teixeira
1427
Açores
Diogo de Silves
1434
Cabo Bojador
Gil Eanes
1436
Pedra da Galé e Rio do Ouro
Afonso Baldaia
1443
Arguim
Nuno Tristão
1456
Cabo Verde
Diogo Gomes e Cadamosto
1460
Serra Leoa
Pedro de Cintra

José Pedro(5D)

Olá Navegadores!


O José Pedro continua a trabalhar muito e bem. Parabéns!
Mas gostaria de ver trabalhos de outros contribuidores. Coragem, vão ver que é fácil!

Assuntos interessantes para pesquisar e que vamos explorar nas próximas aulas:

. Data e acontecimento que marca o início da Expansão Portuguesa.
. As razões que levaram os portugueses a iniciarem a Expansão marítima, no século XV.

sexta-feira, 5 de março de 2010

A arte de Navegar

No início do século XV o Infante D. Henrique reuniu no Algarve - na Vila do Infante - os melhores geógrafos, cartógrafos, matemáticos e navegadores e inicia metodicamente as viagens de descobrimento através do Atlântico, e especialmente ao longo da África Ocidental. Seguindo de novo a ideia de que a Terra é esférica, tenta-se também a navegação para Oeste, mas as experiências provam que o valor do perímetro da Terra fora bastante subestimado. Embora tentada desde o século XII, a exploração e descobrimento do Atlântico realiza-se durante o século XV.Os progressos na Arte de Navegar tornaram possível o afastamento da costa sem receio de a perder de vista. A agulha magnética, trazida da China para a Europa por intermédio dos Árabes e dos Cruzados, dava ao navegador a possibilidade de seguir uma rota certa com qualquer tempo.Media-se a velocidade do navio pelo tempo de passagem de qualquer objecto flutuante e, mais tarde com a barquinha. Conhecido o rumo e a velocidade do navio, estimava-se o percurso com razoável margem de erro. Para o conhecimento da latitude, dispunha o navegador do século XV de instrumentos como o astrolábio náutico - criado pelos portugueses - o quadrante e a balestilha, que lhe permitiam medir as alturas dos astros. Através da altura determinava a latitude mediante simples cálculos matemáticos com base em efemérides - os Almanaques e os Regimentos dos astros. Apesar de tudo, os instrumentos de observação requeriam uma plataforma estável o que raramente sucedia a bordo. Pesar o Sol a bordo com o astrolábio náutico era tarefa difícil pelo que o rigor da latitude observada dependia da experiência do piloto.

José Pedro (5D)

Os Descobrimentos

Comemoraram-se recentemente os 500 anos sobre a viagem em que Pedro álvares Cabral aportou ao Brasil, trazendo ao conhecimento do Mundo a existência daquele extenso território que hoje constitui a América do Sul.A chegada ao Brasil marca o final do chamado período das descobertas que durante cerca de um século mobilizou os portugueses em sucessivas viagens de exploração ao longo o litoral africano e no Atlântico central.É uma perspectiva desse período que pretendemos dar a conhecer através do texto que se segue.
1. Antecedentes
Os interesses comerciais que surgiram, nos finais da Idade média, nos portos da orla ocidental da Europa, olhavam com certa inveja para o monopólio italiano e germânico do comércio com o Oriente. Os tecidos de algodão e seda, as especiarias, as tintas, os perfumes e as pedras preciosas do Oriente encontravam mercado pronto no Ocidente ainda que os preços quadriplicassem em trânsito, em especial devido aos onerosos transportes por caravana desde o Golfo Pérsico e o mar Vermelho até aos portos do Mar Mediterrâneo.A expansão do Império Otomano pelas rotas do comércio da Europa com a Ásia resultou na imposição de taxas ainda mais pesadas ao comércio oriental. Confrontados com esta situação, os comerciantes e marítimos da Europa Ocidental procuram novas rotas para o Oriente.No fim da época medieval, os povos da orla atlântica da Europa voltaram a considerar antigas lendas e relatos quase históricos de vias marítimas para o Oriente. A difusão de antigas ideias, que consideravam a terra esférica, foram retomadas por pensadores e exploradores ousados que sonhavam atingir o Extremo Oriente quer contornando a África quer atravessando o misterioso Atlântico. Coube aos portugueses a glória de concretizarem aquelas ideias.Durante o final da Idade Média, os navios de vela foram-se desenvolvendo gradualmente tornando-se em navios verdadeiramente oceânicos. No século XV foi possível iniciar com método as cada vez mais longas viagens de exploração marítima.De facto, o antigo e relativamente frágil navio de comércio, com um só mastro e uma vela, evoluiu. O desenvolvimento do comércio durante o século XIII deu origem a navios bojudos, já dotados de enxárcias, desenhados a partir dos navios longos dos escandinavos e dos diversos tipos de navios à vela do Mediterrâneo.Surgem os castelos de proa e popa, primeiro improvisados para a guerra e, mais tarde, tornando-se parte integrante do navio, melhorando-se o aparelho e a solidez da construção; resultou daí a coga do Mar do Norte e a nave mediterrânica.O deslocamento dos grandes navios aumenta de 100 para 300 toneis, e são equipados com três mastros e gurupés, com pano maioritariamente redondo numa disposição que muito favoreceu as suas qualidades náuticas.No decurso do século XIV, o leme de cadaste, controlado pela cana, substituiu o velho sistema do remo de esparrela colocado na alheta de estibordo; e ao mesmo tempo que se divulga o uso da agulha magnética, a cartografia náutica dava os primeiros passos com o aparecimento dos portulanos.A caravela também se desenvolve mercê do engenho da construção naval portuguesa que cria um tipo de navio bem aparelhado e de sólida construção, com um, dois ou três mastros envergando velas latinas triangulares. A caravela foi o navio explorador do oceano por excelência; capaz de bolinar, revelou-se o navio adequado à descoberta dos regimes de ventos que possibilitariam mais tarde o uso do pano redondo e das naus. A caravela evoluiu no século XVI para a caravela redonda que armava, além dos três mastros latinos de pano latino, um traquete de pano redondo e um gurupés de sustentação da mastreação

José Pedro(5D)

Os Descobrimentos

Os descobrimentos espaciais são muito recentes relativamente aos marítimos, mas para mim os descobrimentos marítimos têm um grau de importância maior.
Os descobrimentos marítimos foram no século XV e XVI um dos maiores acontecimentos mundiais, porque descobriram uma nova rota para a Índia que serviu para a importação de matérias-primas e especiarias, que anteriormente estavam sobre o domínio Árabe.
E os descobrimentos espaciais um pouco menos importantes, devido ao conhecimento que já tinham sobre o local para onde iam, é por isso que eu acho que os descobrimentos marítimos são mais importantes porque os navegadores partiram para o desconhecido sem ter mapas e sem saber os perigos e o tempo que iam passar no mar que por vezes é muito inconstante.

José Pedro (5D)

Os Descobrimentos

Os descobrimentos portugueses foram o conjunto de viagens e explorações marítimas realizadas pelos portugueses entre 1415 e 1543. Os descobrimentos resultaram na expansão portuguesa e deram um contributo essencial para delinear o mapa do mundo, impulsionados pela reconquista e pela procura de alternativas às rotas do comércio no Mediterrâneo. Com estas descobertas os portugueses iniciaram a Era dos Descobrimentos europeus que durou do século XV até ao XVII, e foram responsáveis por importantes avanços da tecnologia e ciência náutica, cartografia e astronomia, desenvolvendo os primeiros navios capazes de navegar em segurança em mar aberto no Atlântico.
Embora com antecedentes no reinado de
D. Dinis (1279) e nas expedições às Ilhas Canárias do tempo de D. Afonso IV, é a partir da conquista de Ceuta em 1415, que Portugal inicia o projecto
nacional de navegações oceânicas sistemáticas
que ficou conhecido como "descobrimentos portugueses".

Planisfério de Cantino (~1502), a mais antiga carta náutica portuguesa conhecida, mostrando o resultado das viagens de Vasco da Gama à India, Colombo à América central, Gaspar Corte-Real à Terra Nova e Pedro Álvares Cabral ao Brasil, com meridiano de Tordesillas assinalado, Biblioteca estense universitaria de Modena
Terminada a
Reconquista, o espírito de conquista e Cristianização dos povos muçulmanos subsistia. Os portugueses dirigiram-se então para o Norte de África, de onde tinham vindo os mouros que se haviam estabelecido na Península Ibérica. Avançando progressivamente pelo Atlântico ao longo das costas do continente africano, passaram o Cabo da Boa Esperança e entraram no Oceano Índico movidos pela procura de rotas alternativas ao comércio Mediterrânico. Chegaram à índia em 1498, simultaneamente exploraram o Alântico Sul e aportaram nas costas do Brasil em 1500, navegando no extremo da Ásia chegaram à China em 1513 e ao Japão em 1543.
As expedições prolongaram-se por vários reinados, desde as explorações na costa africana impulsionadas pelo
Infante D. Henrique, filho de D. João I, até ao projecto da descoberta de um caminho marítimo para a Índia de D. João II, culminando no reinado de D. João III, altura em o Império Português ficou estabelecido.

José Pedro (5D)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Olá Navegadores!


Na próxima semana, vamos iniciar, nas aulas de HGP, o estudo de um novo tema - "A Expansão Marítima Portuguesa".

o Infante D.Henrique,filho de D. João I, Mestre de Avis, e de D. Filipa de Lencastre, foi o principal impulsionador da expansão marítima portuguesa. Como escreveu Camões "deu novos mundos ao mundo".
Vamos descobrir mais coisas sobre este ilustre homem da nossa História!

O José Pedro(5ºD)não perdeu tempo e já nos deixou aqui um belo poema de Fernando Pessoa sobre os Descobrimentos Portugueses. Muito bem, José Pedro!

Para leres -

um poema também de Fernando Pessoa dedicado ao Infante D.Henrique:

“Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
Deus quis que a terra fosse toda uma,
Que o mar unisse, já não separasse.
Sagrou-te, e foste desvendando a espuma,

E a orla branca foi de ilha em continente,
Clareou, correndo, até ao fim do mundo,
E viu-se a terra inteira, de repente,
Surgir, redonda, do azul profundo.

Quem te sagrou criou-te português.
Do mar e nós em ti nos deu sinal.
Cumpriu-se o Mar, e o Império se desfez.
Senhor, falta cumprir-se Portugal!”

Fernando Pessoa




O navio-escola Sagres ostenta, como figura de proa, a efígie do infante D. Henrique.

MAR PORTUGUÊS

"Ó MAR SALGADO, quanto do seu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram
,Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar.
Valeu a pena? Tudo vale a pena
se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor
Deus ao mar o perigo e o abismo deu
,Mas nele é que espelhou o céu."
Fernando Pessoa

terça-feira, 2 de março de 2010

D.Joao I, Mestre de Avis

D. João I, Mestre de Avis, foi proclamado Rei de Portugal a 6 de Abril de 1385. No seu reinado aconteceram dois pontos fulcrais na nossa história: a Batalha de Aljubarrota e o início da época dos Descobrimentos.Cronistas contemporâneos descrevem João I como um homem arguto, cioso em conservar o poder junto de si, mas ao mesmo tempo benevolente e de personalidade agradável. Na juventude, a educação que recebeu do seu pai, D. Pedro I, transformou-o num rei invulgarmente culto para a época, sendo nomeado Grão-Mestre da Ordem de Avis. Participou, ao lado de Nuno Álvares Pereira, em várias batalhas que garantiram a independência de Portugal. O seu amor ao conhecimento passou também para os filhos, designados por Luís Vaz de Camões, nos "Lusíadas", por “Ínclita geração”: o rei Duarte de Portugal foi poeta e escritor, Pedro, Duque de Coimbra o “Príncipe das Sete Partidas”, foi um dos príncipes mais esclarecidos do seu tempo e muito viajado, e Henrique, Duque de Viseu, “o navegador”, investiu toda a sua fortuna em investigação relacionada com navegação, náutica e cartografia, dando início à epopeia dos Descobrimentos. A sua única filha, Isabel de Portugal, casou com o Duque da Borgonha e entreteve uma corte refinada e erudita nas suas terras. No reinado de D. João I são descobertas as ilhas de Porto Santo (1418), Madeira (1419) e Açores (1427), além de se fazerem expedições às Canárias. Tem início, igualmente, a colonização dos Açores e da Madeira. D. João morreu a 14 de Agosto de 1433. Jaz na Capela do Fundador, no Mosteiro de Santa Maria da Vitória, na Batalha. Foi cognominado O de Boa Memória, pela lembrança positiva do seu reinado na memória dos portugueses; alternativamente, é também chamado de O Bom ou O Grande. Não há dúvidas, D. João I foi um grande rei e um homem carregado de virtudes e defeitos. Foi amado pelo povo, foi considerado justo. Criou as condições políticas e militares para criar o país independente que é hoje Portugal.

Sagres

É a terceira vez que o grumete Rui Alves, 22 anos, embarca no navio-escola Sagres. Mas foi a primeira em que a família veio de Viana do Castelo até Lisboa para se despedir do marinheiro. O motivo é único: a Sagres partiu ontem (19 de Janeiro), do cais de Alcântara, para uma missão de onze meses à volta do mundo – algo que não fazia há 27 anos.
Há 27 anos que o navio-escola Sagres não fazia uma volta ao mundo (António Borges)
A missão, patrocinada por um conjunto de empresas, está a ser alvo de uma grande campanha publicitária. E isto acabou por atrair ainda mais gente ao cais de Alcântara, para assistir à partida do navio. Quando o comandante Luís Proença Mendes começou a dar as ordens da manobra para desatracar, familiares, amigos e curiosos irromperam em palmas no cais e lágrimas rolaram na face de alguns marinheiros a bordo.“Foi um bocado complicado”, diria mais tarde Rui Alves, já com a Sagres em movimento sobre o Tejo.Para o comandante Proença Mendes, 43 anos, participar desta viagem é como ser seleccionado para representar o país num mundial de futebol. “A motivação profissional é excepcional”, disse ao PÚBLICO. Mas, a título familiar, não é fácil. Serão pouco mais de 11 meses a navegar ao redor do planeta, numa missão de ensino e de diplomacia. A Sagres é, em parte, uma espécie de embaixada flutuante de Portugal. Por onde passa, actua como pólo de divulgação do país no exterior, além de contactar com as comunidades portuguesas.Por outro lado, serve com um dos elos na formação de futuros oficiais da Marinha, que se juntam à tripulação durante parte do percurso das suas missões. Normalmente, isto ocorre durante o segundo ano da licenciatura da Escola Naval.A bordo, os cadetes aplicam na prática os seus conhecimento teóricos, tomam contacto com longos períodos no mar e aprendem as artes de navegação astronómica, orientando-se através das estrelas e do sextante.A Sagres partiu com 147 militares a bordo, aos quais se juntarão 35 cadetes, em Junho, quando o navio estiver em San Diego, nos Estados Unidos. Os cadetes cumprirão uma missão de três meses no mar.Além de servir ao treino para esses aspirantes a oficiais, o navio parte também com objectivos ligados à diplomacia económica. A bordo seguem materiais de divulgação de algumas das cerca de duas dezenas de empresas que ajudaram a patrocinar a viagem.Um dos patrocinadores centrais, os Jogos Santa Casa, vão proporcionar a possibilidade de alguns portugueses juntarem-se à Sagres. Sorteios especiais associados ao Euromilhões e a outras lotarias levarão duas pessoas a percorrer uma parte do trajecto do navio-escola e mais oito a dez a estarem presentes em eventos especiais em determinados portos. Segundo Pires Antunes, administrador dos Jogos Santa Casa, o modelo será semelhante a outro já utilizado durante o concurso internacional das novas maravilhas do mundo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pero Vaz de Caminha

Pêro Vaz de Caminha até ser nomeado para o cargo de escrivão da armada de Pedro Álvares Cabral não era conhecido.
O cargo trouxe-lhe prestigio e confiança junto à corte Portuguesa. Pêro Vaz de Caminha durante a viagem escreve a chamada "Carta do Achamento do Brasil" onde descreve o descobrimento do Brasil.
O texto desta carta é muito rico e envolvente.
Olá Navegadores!

O link para o "Diário de Bordo" http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/sagres/
Boas leituras!