sexta-feira, 5 de março de 2010

A arte de Navegar

No início do século XV o Infante D. Henrique reuniu no Algarve - na Vila do Infante - os melhores geógrafos, cartógrafos, matemáticos e navegadores e inicia metodicamente as viagens de descobrimento através do Atlântico, e especialmente ao longo da África Ocidental. Seguindo de novo a ideia de que a Terra é esférica, tenta-se também a navegação para Oeste, mas as experiências provam que o valor do perímetro da Terra fora bastante subestimado. Embora tentada desde o século XII, a exploração e descobrimento do Atlântico realiza-se durante o século XV.Os progressos na Arte de Navegar tornaram possível o afastamento da costa sem receio de a perder de vista. A agulha magnética, trazida da China para a Europa por intermédio dos Árabes e dos Cruzados, dava ao navegador a possibilidade de seguir uma rota certa com qualquer tempo.Media-se a velocidade do navio pelo tempo de passagem de qualquer objecto flutuante e, mais tarde com a barquinha. Conhecido o rumo e a velocidade do navio, estimava-se o percurso com razoável margem de erro. Para o conhecimento da latitude, dispunha o navegador do século XV de instrumentos como o astrolábio náutico - criado pelos portugueses - o quadrante e a balestilha, que lhe permitiam medir as alturas dos astros. Através da altura determinava a latitude mediante simples cálculos matemáticos com base em efemérides - os Almanaques e os Regimentos dos astros. Apesar de tudo, os instrumentos de observação requeriam uma plataforma estável o que raramente sucedia a bordo. Pesar o Sol a bordo com o astrolábio náutico era tarefa difícil pelo que o rigor da latitude observada dependia da experiência do piloto.

José Pedro (5D)

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